domingo, 29 de julho de 2012

Lua-e-estrelas

O que mais machuca um coração é ser obrigado a fazer aquilo que ele não quer. A felicidade, ou melhor a sua zona de conforto é desfeita, e a volta dela não depende de você. Ser obrigado a ter um modo de vida muito diferente daquele que você tinha, totalmente contra sua vontade e seu coração dói muito. Se acostumar é muito diferente de estar bem. O bem-estar não virá enquanto o coração não querer, e isso machuca muito, muito em muito pouco tempo. Vou medindo a dor a cada dia e percebo que ela não diminui, apenas me acostumo a ela. O fato de se acostumar cria distrações na mente, e a correria do dia-a-dia vão lentamente distraindo a dor, que fica ali, empacotada dentro do coração. Assim que a solidão chega, o coração lateja forte e abre as grades dessa dor. O fato de se acostumar não influencia em nada, nada vai apagar a dor, e toda vez que a noite cair, que essa casa ficar vazia de novo, e apenas a luz do quarto iluminar minhas folhas, vai doer. Eu vou me lembrar de tudo novamente, a saudade vai ser imensa, e novamente vou me ver perdido em lágrimas. Ó como dói... A mesma dor, na mesma medida, a mesma saudade na mesma medida, e tudo, tudo contra o meu coração tão machucado. Nada que exista, nada que eu possa fazer vai me trazer aquela khaleese de volta, nada depende mais de mim. E a outra pessoa, tão mais lapidada que surge dentro de mim está repleta de novos sonhos, de novas perspectivas, mas nunca, nunca a minha lua-e-estrelas sairá da minha cabeça, e nem do meu coração. Queria eu, que os deuses mais comuns e menos comuns, e tudo mais pudesse trazer a alegria de novo pro meu peito, aquele sorriso perto do meu e todas as outras sensações que existiam antes. Só vou ser forte dessa vez, e não chorar pra não sujar mais o teclado. Isso, se eu conseguir.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Erva-mate

Nem o mate e a água quente não esquentam mais. Entro pela porta, coloco a bolsa perto da escrivaninha e ligo o computador. Olho a volta e vejo que a solidão é a minha melhor amiga. Flashs de companhia acompanham muito, por muito pouco tempo. Coloco a água pra ferver, abro a porta de vidro da sacada e fico ali fitando aquele pinheiro-do-paraná, enquanto o vento frio arrepia o calor da pernada até em casa. E assim se seguem, eu e minha fraqueza vagando pelo frio, sem nem conseguir se esquentar. E tamanha fraqueza trás a cabeça o gigantesco turbilhão de sentimentos, de emoções, de nostalgias e saudades breves. O passáro que voava, foi aprisionado em uma gaiola, e nada do que ele fizer vai tirá-lo de lá. Sento no banquinho, dou aquela apalpada na erva e a água quente abre caminho pra bomba que se encaixa, suavemente. Não dá mais do que algumas horas, algumas lembranças pras lágrimas cederem. A cada gesto modesto que faço, a cada objeto que vejo e lugar que visito me faz lembrar de tudo, e que só resta a solidão, e a decepção. Nem as novas sensações, as novas experiências e as novas companhias apagam o vazio que carrego no peito. Cada pontada que sinto, escorre pelos olhos, e que escapam por pouco da cuia. Aí que o pobre coitado se desdobra e vira um fraco, um nada pra ninguém. Se ao menos as coisas e as pessoas fossem mais comuns, se tantos obstáculos fossem levemente menores, talvez esse vazio já teria amenizado, e a cicatriz já começaria a aparecer. Mas não. E não. E cada vez que penso que estou melhorando, eu pioro, e machuca, e dói demais. Aí aparece a indignação, mais forte do que nunca, que escorre pelos olhos. Nada muito diferente de como as coisas eram antigamente. Eu só havia desacostumado a ser infeliz, e tanta felicidade me viciaram, me fizeram acreditar em muita coisa novamente, que sumiu de novo. E denovo, acreditei na felicidade. Mais uma cicatriz, essa é a maior, sem dúvidas, a que formiga durante a noite, e lateja quando o chimarrão não esquenta mais.

domingo, 15 de julho de 2012

I'm back

Pois então voltei-me. Acho que já estava na hora de eu dar as caras por aqui. Esqueci de que é bom postar, até quando a vida vai bem, mas acabei relaxando. Mas voltei pro meu único porto seguro de verdade, aonde posso estrapolar minhas emoções e sensações, de forma que eu mesmo entenda um pouco do que sinto e de como as coisas funcionam (cabeça de engenheiro). Acho que não vem ao caso o que me aconteceu pra voltar pra cá, mas foi um tombo grande, e ainda sinto as dores dele e muita coisa ainda me machuca e a nostalgia anda me consumindo quando minha cabeça está vazia. Espero postar uma vez por semana, provavelmente nos domingos à noite, que é meu tempo de vagabundagem mesmo, que só fico moscando no fb. Pretendo escrever umas crônicas também, de forma que eu consiga passar melhor pro papel (tela do computador) o que sinto, e a minha opinião sobre as coisas (dica de alguém que me perdoe mas não lembro, mas que me disse pra tentar crônicas, que eu me daria bem). O que importa é que a pior parte passou, agora só ficam as dores e a indignação, que espero que com o tempo eu volte a sorrir mais sinceramente e menos forçadamente.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Faz tempo já

É já faz um bom tempo que não posto aqui. E é sempre assim, quando as coisas estão boas esqueço disso aqui e quando o mundo cai eu retorno. Na verdade dessa vez que caí não retornei, e sim, agora que me reergui. Na verdade esse post é só o resumo do meu ano de 2011, o ano mais inesperado da minha vida, o ano que eu não tinha a menor ideia de como seria e que ao mesmo tempo tinha medo de saber como ele seria. Só queria agradecer. Do fundo do meu coração pelo ano que mais aprendi na minha vida. Que aprendi a me virar sozinho, que coloquei em prática tudo que foi lapidado e que percebi que as coisas eram sim, do jeito que eu imaginava que eram. Que aprendi a amar novamente, aprendi que as coisas podem ser boas sim, que as pessoas podem ser menos egocêntricas e que as coisas sim, podem dar certo. E no meio de tanta felicidade tiveram as barras mais pesadas, com meu estágio estressante, as notas que me assustavam, mas que no fim tudo deu muito certo. Caí, levantei e estou aqui, em pé de novo. E é isso, só pra ressuscitar o blog mesmo, pra dizer que ainda estou aqui e vencendo como eu sempre quis!
Um abraço

domingo, 21 de agosto de 2011

Sótão empoeirado

Você vai seguindo sua vida, sem nem pensar o tanto de obstáculos que passou, vai pulando-os um a um de uma forma rotineira. Mas quando se menos espera, no mínimo vazio que toma nossa mente, aqueles sentimentos antigos, abraçados na poeira de um sótão voltam. Incrível como as pessoas se mostram tão fortes quando suas cabeças estão ocupadas, quando sentimentos estão adormecidos, quando as pessoas ao redor no colocam num rítmo único, num momento de sorrisos, de curtição, de coisas boas em geral. Porém, as pessoas só são fortes nesses momentos. Quando aquela rotina corrida, aquelas pessoas que sempre estiveram com você saem, nem que seja por um final de semana de calmaria, aquele velho gosto amargo retorna á boca. E nessas horas, a dor vem, e é aqui que você sente as cicatrizes. Você tenta pensar em como seriam as coisas se você tivesse aproveitado mais os tempos felizes (que você desconhecia serem felizes), em como as coisas teriam se desenrolado se você tivesse voltado atrás, se aquele seu amigo ainda estivesse contigo, se você tivesse ido pra outro lugar, se outras pessoas não tivessem errado com você... Esse velho pensamento, essas especulações, essas mexidas no baú da vida coberto de teias de aranha, conseguem colocar o homem num mar de mágoas, de possibilidades. Aí aquela definição de destino vem a tona, e você se perde, se perde e chora. Lágrimas que nem chegam a cair, mas que servem só pra aliviar esse amargo que voltou na boca. Depois você anda quilômetros no passado e chega no presente, olha como as coisas estão e tenta especular o futuro, cheio de planos, cheio de medos de cair nos erros do passado, cheio de insegurança, cheio de mais mágoa. Você olha o que você se tornou, pensa se está correto, pensa se não deve mudar algo, pensa se a vida não é injusta com você, pensa se toda essa injustiça não moldou um guerreiro... E no fim, no clarão de tantos pensamentos, de tanta nostalgia, nessa mente esfaquiada de sentimentos, você olha pra frente e axa que deve continuar refletindo, para assim, um dia chegar perto do que você queria ser. A única verdade aqui, é que a única definição aceitável de uma pessoa forte é aquela que reflete, que faz essa "via-crucis" da vida, chora, implora, se redime, ri, sorri, se indigna, levanta da cadeira, toma um café quente e diz sorrindo: "Eu só quero viver mais e mais e fazer os outros viverem mais e mais. Comigo"

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Prioridades e Preferências


A vida, como todos sabem, é puramente feita de escolhas. Pode ser que não percebemos, mas cada pequena decisão pode mudar completamente a nossa vida, o nosso futuro e consequentemente a forma como veremos e aprenderemos até o fim. Assim, caímos em um lago de indecisão, onde perguntas consomem nossa cabeça. Será que fiz o certo? Será que realmente fiz o que deveria ter sido feito? Afinal, qual a definição de "certo"?
Ao passo que caminhamos pela vida, muitas das nossas decisões são tomadas sem pensar, de maneira que torna-se uma rotina, acontecendo e acontecendo. E depois de uma longa estrada olhamos para trás e desejamos tanto que não tivésse-mos feito aquilo no passado. Mas então, como poderíamos viver, e chegar a um futuro que estejamos "satisfeitos" com o passado? Isso é totalmente utópico. Essa tamanha força tendenciosa do ser humano faz com que jamais consigamos atingir esse estado, de satisfação. Uma vida para ser agradável ela precisa de decisões certas e erradas. As certas serão guiadas pelo nosso caráter, que isso sim seja a definição de certo. E só serão aplicadas quando as erradas, distantes do nosso caráter, acontecerem, de tal forma que esses desvios sejam compensados pelo aprendizado. Entretanto, a mais ideal sabedoria, como já comentei em outros posts, é quando criamos uma prioridade, um ideal de preferência, de forma que seguindo-o tendemos a decisões corretas. Um "handbook" de preferência, eu diria, seria seguido para que possamos tomar atitudes em benefício nosso e de todos. Óbviamente que certas decisões, por mais certas que sejam, machucam, prejudicam, mas sempre com um fundo de cuidado, de carinho ou de proteção. Tomando atitudes seguindo esse hanbook, e por mais que não aja escolha ruim, procurar amenizar o máximo possível, a vida se torna mais leve, apesar de tudo que passamos e vamos passar. A preferência por aquilo que ajuda, que trás um bem-estar a alguém, evita machucar, obstruir pontes do bem, levar em consideração as dificuldades de cada um. Cada ser tem a sua muralha, uns com grandes muralhas, outros com pequenas porém íngrimes, e escolhe como ultrapassá-la, usando métodos "certos" ou "errados". Mas cada esforço que fazemos, cada atitudezinha que sofremos mas em prol de um bem alheio, ajuda a escalar essa muralha, por mais pequena que pareça, ajuda e muito. Todos sabem o que é bom, o que trás felicidade, sabe também de todos que sofrem, que tem muralhas muito diferentes da nossa, e sabe quem precisa de ajuda. Não vou citar exemplos porque axo que isso não é o certo, ficar comovendo as pessoas com histórias de vida, todos sabem do que acontece no mundo. Pense em tudo de ruim que acontece no mundo, agora multiplique por mil, talvez esse seja o número real de falta de respeito, de moral, de tristeza e de derrota que o mundo abraça. Não julgue uma atitude sem conhecer realmente a sua causa, pode haver um amor intenso por trás dela, e por mais que digam e façam nunca desacredite daqueles que perdem, que se machucam, pois eles vão se levantar e muito mais fortes do que se pensa. E como eu já disse no post anterior, a Lei da Vida está aí, tão forte quanto a exatidão das ciências do universo. Só basta vê-la e aplicá-la.

sábado, 16 de julho de 2011

Lei

Sem dúvida, além das ciências naturais e tudo mais, o que mais me fascina é a forma como a vida das pessoas é. A forma como elas se interagem, se interlaçam e como os acontecimentos surgem e mudam a maneira como vemos o mundo. Sempre procurei um padrão em como as coisas aconteciam, os sofrimentos, as alegrias, os sentimentos e tudo mais que nos acontece e nos balança. E nessa estrada de aprendizado descobri o quanto a vida é interessante. Interessante como sentimos dores, decepções, injustiças, opressões, alegrias, nostalgias, saudades e tudo mais que nos afeta durante todo esse caminho. Sei que ainda tenho muito a descobrir, mas a base de tudo é que o velho ditado de que cada um tem o que merece começa se tornar uma lei. E se não tem, não tardará em ter. As pessoas lutam, e é isso que as move. Lutam pelos seus ideais, lutam por quem amam, lutam por aquilo que lhes fazem bem, e isso se resume a base de todos os acontecimentos da nossa vida. Ninguém é certo, ninguém é errado quando se analisa essa lei. Cada um luta por aquilo que acredita, e pronto. Seus caminhos e métodos de luta é o que é mais perigoso, pois são eles que voltam, como um boomerangue. As pessoas tentam de todas as maneiras, dependendo de seu caráter, e assim as coisas se desenrolam. Quem usa bandeiras para lutar receberá bandeiras e quem usa facas, receberá facadas. Não podemos culpar aqueles que julgamos errados, e sim entender como aquilo é o mais viável no momento para aquela pessoa, seja por fraqueza de caráter ou qualquer outra coisa. A vida em si é cheia de coisas lindas mas também fere mais do que a brasa. Todo cuidado com o que fazemos, com que armas lutamos é necessário para que peneiremos apenas aquilo que é bom e especial. E cada atitude que julgamos errada para conosco deve ser analisada. Dói e muito ver alguém nos ferir, mas a vida só tem uma lei, que já foi citada. A hora vem e não adianta, todo o esforço que fazemos, cada vez que abaixamos a cabeça para uma atitude covarde, mesquinha e que venha de uma pessoa sem caráter será recompensada, e a hora da maré voltar a subir chegará. Tijolos para construir um edifício são colocados um por um, cuidadosamente, e assim deve ser, mesmo que os pássaros, o frio, a chuva, a altura prejudique, um dia o grande edifício resistente a todos esses fatores estará de pé. Um abraço a todos!

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Cienciligião

Conforme observo o mundo a volta, e como as coisas se comportam, entendo menos como tudo funciona. Desde criança o maior fascínio era por aquilo que eu estudava na escola e via idênticamente no mundo ao meu redor. A paixão pela física, química despertara mais tarde, mas o afeto pela biologia já era muito saliente. Bem mais tarde percebi que a matemática era a origem, ou a primitiva de todas as outras que tanto me fascinavam. Mas confesso, tirava boas notas mas as equações e as funções não era o que eu queria. Eu queria era ver na prática, ver as coisas acontecerem, melhor dizendo, ver o fenômeno ao invés de tentar compreendê-lo. E aliado a isso, eu tinha meus ensinamentos religiosos, o contato com a Igreja Católica e a ética, o caráter e tudo mais que minha mãe me ensinava. Honestidade, responsabilidade e respeito. Dessa forma, a igreja foi mais como um tutorial de "ser ético" do que o que realmente era pra ser na minha vida. Um fato é que eu nunca procurei um conflito entre as ciências e a minha religião. Muito pelo contrário, eu ia encaixando uma com a outra, a medida que eu ia conhecendo mais e mais. Porém, a medida que esses conhecimentos foram obtidos, uma coisa já impedia a outra, e eu já sabia que o conflito estava começando. Na verdade, no auge dessa guerra entre duas coisas tão polêmicas, eu preferi acreditar em Deus, só, e nunca tomar uma posição do meu pensamento. Ao entrar na faculdade eu já sabia que iria ter que tomar uma posição, pelo menos pelo fato de conhecer o lado escolhido, e sem descartar a possibilidade de uma mudança. E foi indo, fui conhecendo coisas muito mais fascinantes na universidade. Vendo a verdade por trás das coisas, vendo como as coisas REALMENTE acontecem. Aquela visão de ensino médio sempre me pareceu pobre, mas conforme o tempo foi passando fui vendo que as coisas, da forma que realmente são, são MUITO mais incríveis. Não tenho um pingo de dúvida de que curso o que gosto, e que os números são a base do universo, e da minha vida. Os pensamentos de Pitágoras começaram a fazer sentido e a visão dos gregos das coisas foi aparecendo na minha cabeça. O livro do Marcelo Gleiser, a Dança do Universo também andou abrindo meus olhos pra esse conflito tão delicado. Entretanto, no meio de tanta coisa a gota d'água na escolha do meu pensamento foi o tremendo desrespeito, de ambas as partes. Tanto de quem não acredita, como quem acredita. Obviamente que não posso generalizar, porque há muitas pessoas nesse mundo com a mente aberta, e que não posso ficar aqui condenando o ateísmo, ou o catolicismo por exemplo. A questão é que cheguei ao ponto de que nada mais me impede de conhecer além e sem mudar meu pensamento. As ciências tão fascinantes que parecem uma obra divida, fecham os olhos das pessoas que não creem em nada, de tal forma que toda dúvida que nem eles respondem é jogada de forma a um desrespeito. O ateu fecha seus olhos e não consegue imaginar algo que ele não explique. Tudo tem um fundamento científico para ele, mesmo muito das vezes ele nem saber o que é ciência. A ciência só existe porque um dia a natureza foi tratada como bela e os humanos tentaram entendê-la. Da mesma forma que um católico fecha seus olhos pras coisas mais comuns, como a existência de dinossauros, fósseis de primatas pré-históricos, etc. A única forma de tudo isso acabar é a partir do momento que o respeito prevalecer. A partir do momento em que as pessoas abrirem seus olhos para aquilo que não conheciam até então, o mundo seria um lugar melhor. Ateus que vivem fazendo piadinhas com as crenças católicas, zombando de uma cultura, de uma religião que atravessou séculos não é uma falta de respeito? Se eles se julgam tão soberanos por não acreditarem em um ser superior e criador, também são soberanos por serem preconceituosos com uma religião alheia? Será que existe uma ponte assim tão grande entre o racismo e essas piadinhas ? Quando se trata de caráter é tudo a mesma coisa. Todos estúpidos se superiorizando porque julgam que seu pensamento é o certo. E não é só isso, o tanto de religiões por aí, com atos idiotas, julgando a todos como sendo "pecadores" também são todos a mesma coisa. Puras escórias da humanidade. E no meio de tudo isso, eis me aqui, as vezes revoltoso demais com tanta estupidez. Uma coisa é acreditar ou deixar de acreditar, que é algo seu, algo que te faz se sentir bem com aquele pensamento. Outra coisa é ser medíocre e viver no seu mundinho de brincadeiras idiotas. E baseado em tudo isso, fui formando meu pensamento. Primeiro iniciei como agnóstico, quando percebi o número de cabeças fechadas do líderes católicos, e a própria hipocrisia dos seus seguidores. Sem dúvida os ensinamentos católicos de ética e moral são perfeitos, utópicos nesse mundo, mas são perfeitos. E esse filósofo Jesus, milagroso ou não era alguém superior, sem dúvida, pregando um código ético incrível. Mas, não era o que me deixava bem. Eu queria acreditar no meu Deus, que eu o via como sendo o pontapé que a física não explica. A força que deu a fundamentalidade das coisas, uma força que conecta tudo no universo atráves de uma corrente chamada "existência". E sempre me senti bem pensando assim, e conforme as ciências vão se tornando parte da minha vida cada vez mais, acreditava nessa força. Existe muito mais a ser comentado nesse assunto, coisa que deixaria esse post longo, mas isso deixo pra cada um que quiser pesquisar. Nesse universo e com as ferramentas que temos os físicos já descobriram coisas tão surreais e aparemente intendíveis que até parecem algo divino. Coisa que abriria a mente de um ateu estúpido e que calaria a boca de um católico infame. Teorias que quebram esse mundinho fechado que os cientistas levavam desde antigamente. E aqui digo mais uma vez, quem possui uma cabeça aberta pras coisas facilmente percebe que religião e ciência nada mais são do que coisas interligadas, por uma ponte chamada respeito. As duas podem conviver incrivelmente bem, desde que não existam seres humanos sem caráter que pré julguem as coisas. Se Deus existe ou não isso NINGUÉM pode provar, e que isso fique de dica pra quem acha que o que crê é o certo é pronto. Esperamos ansiosamente o dia que essa resposta apareça, mas até lá que cada um se ponha no devido lugar, pensando mais com a cabeça do que com o ego. Vamos pensar mais nos valores humanos que temos certeza do que é bom e ruim e carregar aquilo que não temos certeza no peito, sem deixar isso modificar o convívio. Que cada dia que a ciência enxe minha cabeça com sua forma bela de existir de forma que eu chegue mais perto do que eu acredito. Continuarei nesse caminho, e hoje termino a escultura da minha visão das coisas. Quero continuar aprendendo, conhecendo, absorvendo qualquer tipo de conhecimento, seja ele místico, improvável, lógico ou de qualquer forma, para assim, um dia eu chegar perto de responder essa pergunta que a humanidade se pergunta. Eu acredito que ele exista, da minha maneira, não sei definir o que Deus é para mim, mas me sinto bem do jeito que acredito nele. Só que não sou Agnóstico, nem Ateu, muito menos católico. Sou um errante, que navego nesse barco dirigido pelo universo, onde um dia queria bater na porta da verdade e ver se algum Deus mora lá. Até lá, prefiro o respeito aos pensamentos dos outros, mas peço o mesmo respeito para com todos.
Um abraço!

sábado, 25 de junho de 2011

How You Remind Me

Eu já devia ter escrito uns três posts, no mínimo, desde o último que postei. Sei que já faz um tempo mas aconteceram muitas coisas e preferi o silêncio e a reflexão. Como eu disse no post anterior, certas vezes precisamos tomar decisões pensando em priorização, mas eu nunca imaginei que iria doer e que um vazio iria ficar. Procuro a cada hora ocupar a cabeça com outras coisas pra -poder não ficar pensando em nada que me deixe para baixo. E até que consegui. Estudei empenhado pras últimas provas, com um empenho que eu mesmo fiquei assustado. Acredito que o que era necessário ir bem eu fui, e o que não era também fui, um orgulho eu diria. Talvez ter diminuído as preocupações ajudou e muito. Depois teve o Santos, meu time do coração que me mostrou através de tanta determinação que nenhuma conquista é assim tão difícil quando nos esforçamos e damos o nosso melhor. Tudo isso me fez refletir nesse tempo e ver que tomei a decisão certa. Assim me alivio um pouco, bem pouco mas já me sinto bem em saber que outras coisas estão dando certo. O único tenso nisso tudo foi o feriadão que tive que ficar aqui em Toledo. A pensão vazia, as aulas acabaram, só a prova de Cálculo na quinta-feira que me prendeu aqui. Eu já sabia que iria ser bem mais produtivo ficar aqui estudando, e realmente está sendo. Mas ir bem na prova de cálculo não requer apenas isso. São detalhes que preciso ter a sorte de vê-los, única forma de se dar bem. Espero assim ir pra casa de cabeça limpa, curtir minhas míseras duas semanas de férias com um pouco de paz pra minha cabeça. Curtir muito minha família e pensar muito, afinal eu só posso ter um problema, porque tudo que vejo ao redor, todo acontecimento que presencio fico pensando mil coisas e a preguiça de postar aqui me faz perder todo esse pensamento.
Esse post foi um outro adeus, eu diria. Minha vida vai ser muito pouco comentada aqui, a partir de hoje. Como eu já disse, eu quero paz, e não sei como mas o que eu posto sobre a minha vida aqui tem uma repercussão fantástica. E além do mais, eu quero meu blog de volta, da época que eu era menos preocupado e mais pensador. Um abraço a todos!

terça-feira, 7 de junho de 2011

Marco

Sabe aquele post chato, sem graça, confuso e extenso que você tem preguiça enorme de ler? Então esse é um desses. Cheguei hoje em Toledo, passei o final de semana em casa pra curtir o aniversário com a família e os amigos. Mas como de praxe, sempre que volto pra casa são preocupações e desânimos que me aflingem em certas horas. Eu sempre esperando muito de meu pai e me decepcionando, e minha mãe sempre fazendo de tudo por mim, para que eu passe bem o final de semana em casa. Velhos amigos preocupados comigo, coisa que me deixou realmente bem, e que pude desabafar um pouco do que desabafo aqui com eles, afinal nada melhor do que um velho amigo pra curtir ao seu lado. Amigos ligaram, de vários cantos me desejando um bom aniversário e até gente que eu não imaginava que ligaria fez questão, mesmo com pouco tempo de amizade. Sério, tudo isso me deixou realmente bem. Apesar das coisas que mencionei o final de semana não foi ruim, muito pelo contrário, dessa vez eu consegui administrar bem as coisas e o que eu sabia que iria me entristecer procurei esquecer, relevar e fiz o máximo pra curtir, aproveitar e ficar junto de quem eu gosto o tempo que pude, pra relaxar e poder vir com força total pras últimas provas antes das férias. E é fruto desse empenho que estou aqui, ás 1:43 da manhã, depois de ficar quase 4 horas fazendo um relatório super extenso depois de chegar cansado de viagem. Gostei realmente do final de semana, e percebi também como o povo inventa as coisas. Ando bem mais tranquílo com relação ao povinho citado no post anterior, bem mais eu, onde eu sempre acreditei que tudo vai um dia vem. Inventaram que eu tinha ido pra Kaloré na sexta-feira, como se eu fosse mesmo, justo no dia que cheguei ir pra lá. Primeiramente nenhum amigo me convidou, e mesmo se tivesse convidado eu não iria. Tenho mais a fazer, tenho minha mãe pra curtir e cuidar, e meus amigos pra rever, que por sinal, da hora que cheguei ficaram até as 19:00h em casa e até jantaram. E assim, como eu iria pra lá? Qual o sentido de inventar algo do tipo? É só rindo mesmo, por que já vejo que as coisas estão caminhando pro caminho certo. Agora depois de um churrasco incrível em casa, com quem eu considero de verdade e mesmo com a falta daqueles que mesmo com tão pouco tempo de amizade lembraram e me ligaram, eu só tenho a agradecer de ter tanta gente que me quer bem, e sei que tudo isso é fruto do meu esforço e da minha vontade de ser um vencedor. Mas eu sei que pra isso tive que abrir mão de algo que eu amo muito e que jamais vou deixar de amar.
Enfim, agora me deixem descançar porque de hoje até o dia 30 de junho vou ralar como nunca!
Abraço a todos!

domingo, 29 de maio de 2011

Hard weak

Olhe só, mês de junho já está aí, o último do primeiro semestre de aulas. Agora que percebo o quão rápido o tempo passou, mas que esses seis meses já foram uma vida pra mim. Aprendi como funciona a independência, tempo em que a gente aplica tudo que aprendemos, ou seja, o nosso caráter. Já sei o que é o certo e o errado, e também o mais fácil. Mas apesar de todo esse tempo que passou, além do aprendizado e de tantas coisas boas que aconteceram, agora que estou sentindo o peso que é cursar uma engenharia e morar tão longe de casa. Essa semana foi complicadíssima, apesar da coleta da segunda e terça que foi incrível (farei um post mais tarde só para ela), o cansaço e o stress tomaram conta no resto da semana. Quarta-feira coloquei a prova coisas que me intrigavam, sentimentos e coisa e tal, que me fizeram pensar demais, e ainda fazem. Na quinta cheguei as 20h do estágio, cansado, com fome e absolutamente estressado. Me senti realmente mal naquele dia, e nasceu um certo desânimo total. Tudo isso por causa de um resumo pro congresso. Nota tensa em Cálculo I, pra mim e pro resto da sala, que não foi nenhum pouco justa, visto que passamos tardes e noites estudando pra nada. Mas pelo menos fui muito bem na primeira e as outras disciplinas ainda ajudam. Na sexta, a gota transbordou o copo. Percebi que andam de longe, me julgando sem saber. Por causa de alguns dias em que fui festar e liguei pros velhos amigos, axam que estou jogando meu fígado no lixo. O que me deixa mais irritado é o fato de julgarem algo sem nem ter conhecimento e sem ver o que ando fazendo de sofrido aqui. Semana inteira, sem parar das 7 da manhã às 17h, com aulas, estudos e o estágio. Provas, matéria complexa, cansaço total e um desgaste enorme. E num final de semana tento sair um pouco, curtir com os amigos e óbviamente beber uma cerveja gelada pra tentar se renovar pra próxima semana. Aí, aqueles que não tem o que fazer, sabendo que estou dando meu máximo aqui, suando a camisa e adquirindo muitas conquistas importantes pra um calouro como eu, procuram uma mentira e espalham, dizendo que tô aqui, bebendo até cair. Eu não deveria ficar aqui me explicando, até porque é só perguntar pra qualquer amigo meu aqui que a resposta é muito clara. Nunca bebi até passar mal aqui, cuidei de vários amigos que passaram da conta e nunca fiz um vexame em público. Não fumo, nunca fumei, e nem qualquer outro tipo de drogas. Muita gente mais velha aqui gosta da minha companhia. Só pra deixar isso bem claro, tem muita gente que me julga de longe e espalha mentiras sem saber. Será que meu sucesso incomoda tanto? Será que precisa vasculhar alguma coisa pra me difamar, sem pensar nas coisas boas que já conquistei aqui? Mas nada disso me incomoda mais. Ando muito bem de consciência limpa, sei de muito podre de muita gente também, e mesmo assim não espalho por aí. Uma questão de caráter, apenas. Tranquílo, muita gente ainda vai quebrar a cara quando ver meu sucesso, e o que mais vai me dar orgulho é quando eu puder ascender como já estou e ver aqueles que foram idiotas comigo e com a minha família se remoerem de ciúmes. Ex amigos da mãe por exemplo, gente que só tem dinheiro hoje porque ela foi a primeira a recomendar, e que hoje mal tem respeito por ela. Uma verdadeira heroína essa minha mãe. Não ligo muito quando vem me difamar, mas o que eu não esqueço é o que o fazem com a minha mãe. E jamais vou esquecer, me desculpe mas não ficará assim. Não vou esquecer tão fácil de gente que anda com o carro do ano, por consequencia da mãe e ergue o dedo pra falar mal de mim aqui.
Afinal, ninguém nunca me disse que ia ser fácil subir na vida. Coisa que minha mãe sempre me ensinou era perdoar e lutar pelo melhor, tendo o caráter como principal condição para o sucesso. Mas desculpe mãe, não consigo esquecer certas coisas, e elas terão a sua volta na hora certa. A vida é bem mais complicada, e não vou deixar me abater por nada. Só axo que o cuidado é necessário com o que se julga, porque podemos estar sendo otários e ingratos. E aqui vou eu, ralar mais ainda nessa semana pra pelo menos passar o aniversário junto dos meus pais e dos meus amigos. Abraço a todos!

domingo, 15 de maio de 2011

Old things

É tanta coisa diferente que acontece a cada dia que nem sei mais o que abordar quando escrevo aqui. Já houveram tantos assuntos interessantes que deixei passar, dando prioridade a outros. Mas axei que a melhor maneira fosse fazer um geralzão e postar aqui, afinal esse é o lugar que eu me conforto, que eu me sinto bem. Apesar de duas semanas passadas bem tensas, corridas, problemas para resolver e decisões para tomar, consegui dar a volta e acertar as coisas. E assim as coisas vão caminhando, melhorando cada dia mais. Mas admito que em casa, eu com essa mania de absorver os problemas dos outros pra mim, passava muitos dias triste e deprimido do que aqui em Toledo. Aqui, essa independência me mostra todas as possibilidades, e assim vou escolhendo, tentando tomar as melhores atitudes possíveis, e com aquela experiência vou diminuindo as coisas ruins e guardando com carinho as coisas boas. Porém na nossa vida nem tudo é coisa boa, e obviamente os baixos aparecerão antes ou depois dos altos. E talvez por ter ficado tanto tempo se sentindo bem que havia esquecido de como era sofrer novamente. Não um sofrimento tenso, mas aquela coisinha que te deixa pra baixo em algumas horas, aquela depressãozinha misturada com carência. Isso me mostra o quanto estou "envelhecendo", eu diria. Já prefiro mais um café a um suco, uma cama do que uma cadeira e um violão do que uma TV. Claro que festar com os amigos e aquelas risadas altas ainda me fazem tão bem, e nem vou deixá-las de lado tão cedo, mas o que acontece é que outras atividades velhas vão tomando um espaço no meu dia-a-dia. E aquela solidão que não machuca me persegue numa noite como essa por exemplo, onde a voz da Paula Fernandes e seu violão marcante me desligam um pouco das coisas. E assim vou seguindo, e posso dizer que estou feliz. Se é que é isso que chamam de felicidade.
Abraços!

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Crescimento

Da forma que eu vejo as coisas atualmente, vejo o quanto eu era ingênuo e imaturo a pequenos 4 meses atrás. Apesar de tudo que me aconselharam, me mostrando um possível futuro universitário, as coisas aconteceram da forma como eu previa e como eu não previa. Olhando ao redor é tudo realmente como me diziam, com aulas chatas, aulas legais, professores arrogantes, professores que até bebem contigo num bar, estresse perto de provas, correria, programação exata dos dias e o tempo sempre excasso. Porém aprendi tanta coisa nesse tempinho que pensando agora até me espanto. Conheci muitas pessoas diferentes, fiz amizades, descobri problemas nos outros que muito me pareciam, e problemas mínimos comparados aos anteriores. Percebi como a vida que cada um enfrenta também é sofrida, e que existem pessoas realmente suando a camisa pra estar aqui na universidade. Entendi a importância das responsabilidades, senti na pele o que é você se ralar pra gastar o mínimo possível e ter a cabeça no lugar, porque brecha pra festas e afins é o que não falta aqui. Eu soube distribuir o tempo da melhor maneira possível, pra não pirar com as matérias e o estágio, resumidamente, entrei na vida universitária, sabendo que esse é só o começo e que conforme o tempo passa mais coisas terei que abrir mão para conquistar mais objetivos. E cada dia que vivo aqui, vejo o quanto a minha cabeça abriu pra tantos assuntos, sejam eles quais forem, principalmente por consequência de conhecer outras pessoas e ver que agora o que eu vou ser ou sou depende apenas de mim mesmo. Cada problema, cada estilo de vida que vejo aqui entendo como o mundo é tão vasto e cheio de coisas boas. Fico realmente feliz de ter conhecido pessoas que passaram por barreiras talvez inalcansáveis, que ainda passam e estão firmes, lutando pelos seus currículos e dando o máximo no que podem. E da mesma forma que vejo gente que pré-julga a todos, e não respeita a opinião de outros, levando a universidade da pior maneira possível e gastando o dinheiro do pai. E assim olho pra trás e agradeço por estar aqui aprendendo tanto, com tantos. Dessa forma as coisas soam muito melhores, e a cada dia que passa eu dou mais valor no que tenho e no que vou ter, sem me preocupar com o desnecessário e dando o real valor ao que realmente precisa ser dado.
Abraços!

domingo, 8 de maio de 2011

Feliz dia das mães

Mãe,

Ao longo dos anos a humanidade criou um dia para celebrar e agradecer a todas essas pessoas que fazem do seu dever um ato de amor. Ser mãe não é ser obrigado a perpetuar a espécie e ensinar ao próximo como viver, e sim de como o amor pode atravessar gerações e como a vida é bela, afinal o seu carinho, o seu amor e a sua dedicação sempre me deu esperanças de que a vida em si não era apenas derrotas e que havia muita coisa bonita ainda a ser descoberta. A cada dia que passa, a cada ano que se sucede a minha consciência me mostra o quão você é, foi e será INDISPENSÁVEL em minha vida. A pessoa que mais me acolheu, mais me ensinou como as dificuldades existem e sempre me provou que por mais complicada que seja a barreira NUNCA é impossível de ser vencida e que a HUMILDADE é a fonte do sucesso na vida. Você me mostrou com cada mendigo que passava em casa que todos no mundo têm oportunidades, porém uns aproveitam e outros não, e jamais a nossa porta abençoada pode ser fechada para eles. A cada problema financeiro que passamos juntos eu aprendi que existem coisas mais importantes do que uma casa bonita, de que existem coisas mais bonitas do que um carro do ano e que tudo de bom na verdade já está dentro da gente. Você me ensinou que o que importa é o caráter, é a honestidade, a fidelidade o amor para com o próximo e a grande importância que a FAMÍLIA tem na vida da gente. A cada vez que acompanhávamos as burrices do meu pai e chorávamos juntos você me abraçava e dizia que aquilo iria acabar, e eu pequeno sempre duvidei disso, mas você nunca perdeu as esperanças e hoje vivemos em paz. Você preencheu totalmente a vaga de pai, de mãe, de avó e mãe moderna que as crianças da minha idade tinham, e me mostrou novamente o quanto você é guerreira e SEMPRE foi o meu exemplo de vida. E hoje, eu aqui em Toledo sem o seu abraço eu nunca senti tanta a falta de você, que sempre me apoiou, e se estou na faculdade hoje, fazendo um curso difícil, é por SUA CAUSA. Eu escreveria muito mais, pois você merece um livro de agradecimentos, mas é isso, eu TE AMO e SEMPRE VOU TE AMAR. Você é o exemplo da minha vida, o meu exemplo de luta, de garra e de superação, o meu exemplo de que por mais que a nossa cruz seja PESADA, não vai ser a REVOLTA que vai diminuí-la, e você sabe o quanto ela já diminuiu pra você, por causa da sua força que eu diria simpaticamente que invejo. FELIZ DIA DAS MÃES, VOCÊ MERECE TUDO DO MELHOR!

OBRIGADO POR EXISTIR NA MINHA VIDA!

Maycon Senna

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Café, cálculo e frio

Sim, esse post é consequência da mistura dos ingredientes acima que utilizei nessa noite de segunda-feira. Hoje um sentimento interessante me bateu e resolvi voltar aos velhos tempos, no tempo que eu escrevia menos sobre a minha vida e mais sobre o que eu pensava. Nos primeiros 2~3 meses em Toledo eu estava totalmente desligado dos acontecimentos do mundo, sem computador e sem uma TV. Tudo que eu sabia, como o terremoto e a tsunami no Japão foi por causa do comentário das pessoas. Agora que estou de volta ao mundo olho e vejo o tanto de coisas que pararam o mundo nesses míseros 4 meses, e admito que me assustei. Cenas terríveis das catástrofes naturais no Japão já haviam me deixado tenso, mais ainda com a usina nuclear que sofreu problemas graves. Os terremotos, o casamento real e agora a morte de Bin Laden foram a gota d'água para repensar tudo o que está ocorrendo. Um mistura de coisas ruins, e incertas acontece e choca o mundo inteiro. E assim as perguntas estão lançadas: Será mesmo que Bin Laden morreu se não se tem nem uma imagem dele? Como o mundo aceita e comemora tão vivamente isso? O Japão, o que será dele depois de tanta coisa ruim? E o casamento real, será que o mundo precisava mesmo parar suas atividades para acompanhar o casamento de um príncipe inglês em pleno século XXI enquanto tanta gente morre de fome na África?
Todos esses acontecimentos me bombardiaram hoje, e já fazia um tempo que essas questões 'filosóficas' não me batiam. Talvez pelo fato dos dias ruins serem tão poucos enquanto permaneço aqui, por que aqui a felicidade depende só de mim, de mais ninguém. Mas talvez essas notas infernais de Geometria Analítica e Estatística me deixaram vulnerável aos velhos pensamentos que eu tinha nos momentos de depressão. E eu olho agora, nesse momento depois de 2 copos de café sem açúcar, 7 exercícios tensos de Cálculo I e sentindo um frio sem igual: E então, depois de tudo como vai ser daqui pra frente? Pois admito, hoje realmente me preocupei com o futuro do mundo.





terça-feira, 26 de abril de 2011

Independência

Admito que voltei da páscoa renovado. Deu pra relaxar, esquecer um pouco das preocupações, responsabilidades de viver sozinho e tudo mais. Consegui colocar as idéias no lugar, revi os amigos, apertei laços e descobri que uns estão soltos. Mas tudo isso já era algo esperado, já era de se imaginar essas mudanças, que no ano passado eu sofria antecipadamente. Porém muita coisa também me surpreendeu, muita coisa que eu pensava tive de repensar e muita coisa que antes eu julgava hoje já relevo. Assim já percebo como a universidade e a independência me mudaram, ou melhor me cresceram. Admito que no carnaval não senti tanto o prazer de estar em casa, mas nessa páscoa o negócio foi bem diferente. Eu contava cada segunda pra ir pra casa, encontrava maneiras de ir o mais cedo possível e consegui. Entretanto, admito que a prova de Geometria Analítica estava fácil, mas por causa do feriadão, irmã e primos em casa não tive como estudar, e assim já ando ciente de que vai ser minha primeira nota baixa da faculdade. Mas é se esforçando que as coisas caminham, sem se deixar levar pela raiva ou pela surpresa. Acredito que isso tenha sido essencial no que sou agora. Parei de reclamar dos acontecimentos e me esforço o máximo para eles seguirem como quero, mas, sempre ciente que tudo pode dar errado. Afinal, o esforço foi feito, e nunca deixarei de fazê-lo só porque há uma probabilidade dele ser em vão. Deu pra matar bem a saudade da mãe, e de casa. Como certos acontecimentos desabaram enquanto eu estive aqui, senti minha mãe muito distante e admito que senti muito medo do que as coisas seriam dali pra frente. Mas por sorte ( eu não diria sorte), tudo estava tão tranquílo e pude curtir muito a família e os amigos, vendo que as coisas estavam bem melhores do que eu imaginava encontrar. E assim tudo se segue, eu novamente na rotina, esforçando o máximo pra orgulhar muito quem eu amo, tendo muito chão passado como exemplo.
Abraços!

segunda-feira, 7 de março de 2011

Toledon

Acho que já faz quase um mês que não posto aqui. Na verdade foi o fato deu ainda não ter internet em Toledo, só às vezes entrando rápido pra ver recados e e-mail no computador dos outros. Pelo menos nesse feriado de carnaval consegui voltar a postar. Um post longo eu diria, mas mesmo assim um baita resumão de como a minha vida mudou. O primeiro dia naquela cidade foi tenso. Eu sozinho na pensão, num sábado a tarde com uma chuvinha sem graça, aumentando ainda mais o clima deprê. Sério esse dia eu quase pirei. Só consegui dormir o dia todo e uma nostalgia começou a me expremer até que eu fazia a maior força pra recuperar a razão e enfrentar aquele desafio. No dia seguinte as coisas foram melhorando. Começou a chegar o resto da galera da pensão, e fui fazendo amizade desde então. Descobri que três meninas da pensão eram calouras de EQ como eu, ai foi muito mais fácil fazer amizade. Depois foi chegando a galera e no fim a gente ja tava junto assistindo jogo e bebendo um tereré. E assim os dias foram passando, fui adorando a universidade e a galera. Os dois dias de trote foram além de um brincadeira, uma confraternização incrível do curso, uma união que eu nunca tinha visto antes. Quintos, quartos, terceiros, segundos, primeiros e até sextos anos estavam juntos rindo, bebendo umas geladas e mostrando pra gente, calouros, como era o curso e o quanto o povo era prestativo. Sem dúvida, isso foi muito importante para mim. Aquelas pessoas me acolheram de uma forma que eu sabia que aquele era o meu rumo, que estava tudo certo, só bastava eu me manter ali. Os veteranos se mostraram muito prestativos àqueles que participaram do trote, eu inclusive, e no que puderam me ajudaram e muito nos primeiros dias, onde era tudo tão diferente. Me senti muito bem, e assim comecei a fazer muita amizade com todos, principalmente os veteranos, que sempre me chamava pra sair, assistir jogo, beber um chop e etc. E nisso consegui um estágio. Também não acreditei até agora. Trabalho num laboratório de análises físico-químicas de água, efluentes em geral. Outras pessoas que me acolheram muito bem. Os estagiários e a Adriana, minha chefe, sempre perguntando se estou conseguindo fazer as coisas direito, ensinando tudo que eu não sabia. E assim aos poucos comecei a pegar o jeito do lab, e posso dizer que estou gostando sim. 12h por semana, na quarta, na quinta e na sexta a tarde ta sendo o suficiente pra ganhar muita experiência. O único calouro lá, e disso eu me orgulho. Pra melhorar é muito possível que saia uma bolsa daqui uns dias, e eu comece a ganhar por uma ótima experiência. Só sei, num resumão que consegui me sentir em casa em Toledo. Lá tenho bons amigos, tenho aula com ótimos professores, um estágio brilhante. Acho que era tudo que eu precisava, pra me acostumar com essa independência. Mas é claro, meu Borrazópolis é insubstituível, na verdade encontrei algo muito parecido com ele em Toledo. Meu futuro ta engatilhado, só preciso manter isso, mesmo sabendo que novamente mudanças estão por vir. E eu não me arrependo nem um pouco de arriscar o que eu arrisquei, indo pra lá, só assim pude conhecer algo que eu não fazia idéia. E a faculdade, foi muito diferente do que eu imaginava, e com muita certeza o meu caráter contribuiu muito nisso. Sem ele eu não teria conseguido em tão pouco tempo tantas vitórias lá. Agora me deixem descançar mais um pouco aqui no borró, porque quarta já sigo pra minha rotina novamente.
Abraço a todos!

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Sutilmente, uma outra crítica

É, me parece que as coisas estabilizaram. O que eu precisa fazer, eu fiz, o que eu precisava dizer, eu disse. E assim as coisas caminham e se desenrolam. Mas isso não quer dizer que me arrependo de algo ou que desisti de alguma coisa. Muito pelo contrário, a forma como as coisas estão se ajeitando me deixa muito curioso e intrigado. Hoje olhei pra mim e vi como as coisas mudaram em tão pouco tempo. E uma outra pessoa vem se formando aos poucos. Óbvio, trazendo todos os valores que meus pais me ensinaram, do jeito deles, mas do jeito que hoje julgo o mais certo. O caráter que tenho hoje eu devo a eles. Se sou um menino diferente dos outros babacas da minha idade é graças a minha criação. E a minha forma de enxergar o mundo, mesmo eu sendo tão novo já é bem mais aberta do que muitas pessoas mais velhas, que se prendem a acontecimentos idiotas e julgam todos os outros baseados nestes. Não sou o mais certo, muito menos o mais vivido. Eu só digo que sou feliz pelo que sou e agradeço a tudo que me fez ser o que sou hoje. E é agora que essa pessoa vai encarar a vida de verdade. É agora que vou ver se realmente aprendi nesses 18 anos. Aprendi e mudei com meus erros, nunca tive medo de mudar quando eu via o como estava errado e magoando as pessoas ao meu redor. E eu axo que muita gente devia repensar isso. Será que não estamos magoando ou por pior que seja, traumatizando alguém que amamos antes por mera imaturidade em julgar que apenas o que vemos é o certo? Humanidade, e chances deviam ser usadas. Lutar por uma felicidade e não por aquilo que julgamos feliz. E nunca pensar que por você ser mais velho ou mais experiente te torna mais certo que qualquer outra pessoa, afinal ninguém sabe da cruz que outra pessoa carrega. E ter cuidado com a hipocrisia, onde julgamos que alguém tenha um problema que no fim nós mesmos temos. Julgar alguém é fácil, mas é preciso antes ver se não somos nós que sofremos da mesma coisa. Recebi um certo comentário do post anterior. E no fim deixei pra lá. Só espero que essa pessoa seja feliz, mesmo, sem nenhum ressentimento. Ela me julgou, mas ela sabe o que ela passa e sofre. Só queria que ela enfrentasse tudo isso e lutasse pela sua felicidade, de coração. Porque não preciso investigar pra saber de seus problemas, eles se estampam nas suas palavras e nas suas atitudes. Eu só não quero mais ódio e mágoas, apenas isso.
Abraços a todos!

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Crítica de fim de férias

E assim acabam-se as férias. Posso dizer que aproveitei bem, apesar de tanto problema que me apareceu nela. Mas cada churrasco, cada cerveja, cada amigo me fez esquecer um pouco deles, mesmo eles aparecendo tão frequentemente. Sim, quando um vem, tráz consigo um montão deles que transbordam na nossa vida. Sinceramente eu ando de consciência limpíssima, não me arrependo de nada do que eu fiz e toco o barco pra frente sempre pensando lá no futuro. Eu sei como é complicado passar por cima de tanto desaforo que me apareceu, de falsas acusações mas aprendi que as vezes o melhor mesmo é esquecer, mesmo com uma mágoa dentro de si. Incrível como vêm me julgar pelos meus atos sem nem me conhecer. Pra as pessoas que eu não amo sou apenas o cara que encontram por aí, mas não sabem da minha história e muitos ainda nem sabem que eu sei de suas histórias e podres. A cicatriz está aqui, e por fazer uma pessoa sorrir num único dia fui julgado e até ameaçado. Mas eu também sei de muita coisa de todo mundo, e tenho certeza que tudo que aqui se faz, aqui se paga. Outra coisa se chama liberdade de expressão que é prevista em qualquer lei, não citei nomes, apenas estou expressando minha opinião. E assim as coisas acontecem, sábado inicio minha nova vida, com tudo novo, porém o que é daqui é daqui. Só depende de como me dão valor hoje, porque sei que quando eu vencer lá na frente vai chover gente me dando valor. Abraço a todos!

domingo, 30 de janeiro de 2011

FDS

Nada como um bom final de semana com a galera pra fechar as férias. Sexta já começamos no rústico's bar, sábado churrascão na chácara do Galvão, que foi bom demais da conta. Violão, amizade, cerveja, baralho num lugar lindo. Depois ainda saímos a noite como de costume nos sábados, momento onde até quem estuda ou trabalha se reúne. Depois no domingo churrasco no sítio da ana, com rio, muita carne, tereré e acredito assim que fechamos as férias com chave de ouro. To cansadaço, mas valeu a pena, afinal acredito que vá demorar pra todo mundo se reunir novamente. E agora acabou a diversão, tenho uma semana pra acertar as coisas em Toledo e ainda estou armando uma surpresa pra sexta-feira. E vou levando, passando por tudo e aprendendo.
Abraço à todos!